CONARH ABRH 2014 # 3 – 19/08

Bah, o dia foi intenso e cansativo, mas valeu apena, mais uma vez. Teve teatro, cinema e palestras interessantes. De super herói só vi o Capitão América e mais uma vez deixei pra lá, pois o povo ao redor tava demais. Amanhã quem sabe… Apesar de não terem sido tema de palestra apareceram de relance dois assuntos que me interessaram: Genética Espiritual (Chris Gardner) e The School of Life (Roman Krznaric).

O dia começou com TENDÊNCIAS EM REMUNERAÇÃO, com Leonardo Salgado (Diretor da Hay Group Brasil) e Paulo Saliby (sócio fundador da Saliby RH). Como já comentei no Facebook eles estavam falando grego, mas acho que consegui entender a maioria das coisas. Grego, porque falavam de tendências de remuneração de altos executivos, algo que é fora da minha realidade e, por mais que eu até saiba o que significam stock options, clube de sócios, planos de resgate pós aposentadoria , eles não fazem parte da minha prática. O que falaram de interessante:

– cada vez menor será a fidelidade a marcas e a empresas (todos tem dito o mesmo em todas as palestras),

– no Brasil, 25% do mercado já exclui os executivos dos reajustes de acordos coletivos,

– para não caracterizar remuneração, os planos  deverão incluir voluntariedade, onerosidade e risco ao participante,

– Meritocracia é uma expectativa das novas gerações e as empresas que não proverem esse sistema poderão perder talentos,

– Meritocracia, pra mais ou pra menos (manter e premiar incompetentes e inadequados pega mal) só funciona se houver maturidade, intencionalidade e CONSTÂNCIA de feedback e foco em desenvolvimento. Do contrário, os programas de desempenho e remuneração se transformam em formas de conceder aumento de salário.”

Na hora do teatro, logo depois do almoço, pensei eu: ai, será que vai dar certo? Pois bem, começou meio morno, na minha opinião, mas logo em seguida OS PROFISSIONAIS #osprofissionais já tinham conquistado a plateia com seus esquetes falando de situações do cotidiano corporativo, profissões e conflitos com muito bom humor. Nada no texto é inédito, mas foi colocado de uma maneira muito inteligente, tipo aquelas palavras clássicas que podemos usar em qualquer reunião chata que sempre surtirão efeito independente do assunto. Só que eles usaram isso na forma de um Bingo Business Meeting 2000 (você leva uma cartela com as palavras para a reunião e vai marcando as palavras a medida em que elas são ditas!). O texto ficou muito bom e valeu a pena esperar os atrasos clássico com enxertos de outras coisas na programação que sempre acontecem nestes eventos. Se alguém deseja levar um evento diferente para sua empresa #recomendofortemente! Ah, foram aplaudidos de pé!

Uma iniciativa importante da ABRH e que vem agregar muito ao reconhecimentos dos profissionais de recursos humanos no Brasil é a CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE  RH – AGORA UMA REALIDADE, através do HR Certification Institute. Quando penso em certificação penso logo em PMI e na nossa Certificação de Conhecimentos do Sistema Sebrae (tenho 3!!!). explicaram algumas diferenças básicas entre Formação, Certificado e Certificação:

Formação: graduação em uma área profissional

Certificado: documento que comprova a conclusão de um curso

Certificação: título que comprova conhecimento em uma área técnica e precisa ser renovado em períodos determinados; é estar aprendendo continuamente na sua profissão.

As certificações em RH são aceitas internacionalmente e começam a chegar no Brasil. A ABRH Nacional está se estruturando para oferecer cursos preparatórios. As provas, aplicadas pela Prometric, são em inglês, embora seja necessário o entendimento da língua para a correta interpretação das questões. São compostas de 170 questões situacionais com respostas objetivas e são realizadas em até 3h 30’. Ao cadastrar-se para fazer a prova já é realizado um teste em inglês para verificar se o candidato terá condições de prestar a prova.

A Certificação Internacional em RH tem a ver com:

Elegibilidade: através da combinação de experiência profissional e/ou educação formal

Aderência a um Código de Ética Profissional

Demonstração de suas competências através de uma prova objetiva

Desenvolvimento e atualização profissional continuada através da recertificação.

No Brasil este ainda não é um título exigido aos profissionais de empresas privadas, mas pode ser encontrado em consultorias de RH que contam com equipes certificadas como forma de atestar sua proficiência no tema.
A Certificação em RH traz vantagens específicas para o profissional: competitividade no mercado; credibilidade profissional; demonstração de dedicação e comprometimento com RH,;  aprendizagem, conhecimento e continuada competência, reconhecimento dos pares e das organizações, crescimento na carreira e no salário (dados coletados em pesquisa realizada pelo HRCI). Acredita-se que com o passar do tempo este venha a ser mais um dos requisitos profissionais da nossa área. Para maiores informações acesse o site da ABRH Nacional (link Certificação Internacional) e o site do HRCI (www.hrci.org). #brilhou #tenhobichocarpinteiro

E chegou a hora do cinema – CINE ABRH – com o filme Hugo (no Brasil, A Invenção de Hugo Cabret ) de Martins Scorse – que eu já tinha assistido e me maravilhado – que foi editado e abordado por uma das diretoras da ABRH , Martha de Souza/RN, do ponto de vista das organizações e das pessoas. A lição principal, se assim se pode dizer, foi de não se deixar transformar numa máquina quebrada ou sobressalente e, muito menos, como profissionais de gestão de pessoas, transformar pessoas nisso! Cada vez mais as organizações são confrontadas com a necessidade dos colaboradores de atenderem aos seu propósito de vida e de saberem a que propósito estão servindo com seu trabalho. É imperativo ter identidade, ser quem se é, realizar seus sonhos ao invés de colocá-los numa caixa como o fez Georges Méliès. Georges, preciso de Hugo (alter ego de Martins Scorsese) para abrir sua caixa de sonhos adormecidos e ajudar a realizá-los. Seja esta ou outra a interpretação que se dê só posso dizer que o filme é tocante e vale a pena ser assistido mHugoais de uma vez!

 

 

 

 

 

 

 

A finaleira  ficou por conta do tema VALORES APARECEM EM MOMENTOS DE CRISE, conduzida por André Camargo, Diretor de RH e Sustentabilidade da Copersucar  que contou um pouco da história da empresa que de cooperativa passou a S/A, tendo superado um incêndio em seus cinco armazéns do Terminal Açucareiro Copersucar  – Porto de Santos/SP em outubro de 2013, voltando a operar em janeiro de 2014. Surpresa dupla para mim, pois só lembrava do adesivo da empresa num carro de Fórmula 1 do século passado e nem sabia do tal incêndio. Alguém faz ideia o que é inaugurar um galpão novo em junho, contratar mais 70 colaboradores para operá-lo e, menos de quatro meses depois ver todos os seus galpões pegarem fogo? E os colaboradores? E os contratos? E os acionistas? Certamente só superaram com louvor esta crise graças a seus valores que se manifestaram desde o primeiro minuto da crise, quando souberam do incêndio e imediatamente acionaram a Santa Casa de Santos reservando muitos lentos, antes mesmo de saber se havia feridos ou vítimas. Felizmente, apenas quatro pessoas se machucaram e por isso eles não classificam o incêndio como tragédia. Para eles tragédia teria sido perder uma vida. Neste acidente perderam imobilizado e fonte de renda (80% da sua comercialização deixou de existir e foram perdidas 180.000 ton de açúcar), mas nisso deram um jeito. Criaram um grupo de crise e puseram em prática seus cinco valores ou o Nosso jeito de ser:

– Somos Desafiadores

– Somos Responsáveis

– Somos Ágeis

– Somos Realizadores

– Somos Colaborativos

Percebi o orgulho do executivo ao relatar a história que aconteceu menos de um ano depois de seu ingresso na empresa mas pela forma como todos os problemas foram tratados e solucionados graças aos valores, reputação no mercado, relações sólidas com fornecedores e clientes. Apesar o incêndio todos os contratos foram cumpridos ou renegociados, pois milhares toneladas de açúcar, que é o que demandam seus clientes, não se compra no super ali da esquina e nem de um dia para o outro.

Claro que houve erros e o principal deles foi a comunicação com os colaboradores do terminal portuário, de forma mais próxima, para comunicar que não haveria demissões em massa e que o acordo feito com o sindicato de reajuste zero em 2013 se devia exclusivamente ao episódio do incêndio.  Resultado: os colaboradores se sentiram abandonados, a despeito de toda a assistência prestada e a manutenção dos empregos da maioria (os 70 recém contratados foram desligados e hoje 25 deles já foram readmitidos). E é aí que eu me refiro: não adianta criar mirabolâncias da administração e encaixotá-las em normas e e-mail marketings. Há que se aproximar das pessoas e explicar o que se pretende, mesmo que seja usando excelentes mídias à distância! #ficaadica

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