Assédio moral ou burocracia?

Pois é, nada nesse mundo me espanta mais, pensava euzinha. Uél, me dirijo à agência dos Correios para retirar um volume sobretaxado pela nossa querida Receita Federal e me deparo com a cena: na entrada um senhor pergunta o que quero fazer e me entrega uma senha impressa numa cartolina colorida e plastificada (mas e as traquitanas que fornecem senha nas farmácias?), na sequência me sento no local de espera e vejo uma moça, em pé, diante das cadeiras com uma pilha de senha na mão. Como havia placares (todos desligados), nos quais deveria aparecer o número do guichê livre e o número da senha (embora a pessoa precisasse ter 8 cabeças para olhar para todos ao mesmo tempo) eu fiquei olhando a todos com a minha única cabeça. Lá pelas tantas dei-me conta do processo: a moça que estava com o montinho de senhas ficava olhando para todos os guichês, verificando o que estava livre e daí falava em voz alta o número da ficha. Como é que é? Isso mesmo, a moça fica ali por não sei quantas horas olhando para os guichês e recolhendo fichas, em pleno século XXI! Isso pra mim, é assédio moral e mau uso do dinheiro do contribuinte. Aquela pessoa certamente tem competência para exercer uma atividade que lhe exija um pouco mais e algum burocrata a colocou ali. OK, os placares poderiam ter estragado justamente naquele dia, mas por via das dúvidas vou lá outra vez.

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