Trouxas do RS

Acompanhem meu raciocínio: você trabalha e deseja um aumento salarial. Muito justo. Para conseguir tal aumento você para de trabalhar e ainda por cima mata seu patrão e todos aqueles que poderiam dar continuidade às operações da empresa. Resultado: a empresa fecha, você fica desempregado e sem salário. Pois é isto que, parcialmente, acontece em Happy Warm – capital federal do RS – com o “estado de greve” dos rodoviários. A diferença é que aqui o patrão são os passageiros – pagam a passagem que, por sua vez, paga o salário dos trabalhadores – que foram obrigados a descer dos ônibus a mais de 4 Km do centro da cidade. Pra mim, por lógica, é uma estratégia burra. Os rodoviários deveriam deixar os usuários circularem de graça e não cobrar uma passagem e abandonar as pessoas no meio da rua. O pior disso, não é essa manobra articulada com a categoria patronal (ela vai usar estas manifestações para justificar que “tem que dar aumento de salário” pra não prejudicar a população e, por conseguinte, subir o valor da passagem), mas sim a atitude passiva e bovina do povo que se submete à pressão de uma minoria e sai do ônibus. Agora só falta entrarem na nossa casa, abrir a nossa geladeira, dormir na nossa cama e nos colocarem na rua. Comunismo? Ditadura? Até quando? Uél, cada povo tem a cultura que merece.

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