Será anatômico??

Hoje durante minha corrida em câmera lenta (tava fazendo 29,7°C), ouvi um programa de rádio que perguntava aos ouvintes se acreditavam que a agressividade poderia ser identificada em crianças a partir da configuração anatômica de algumas regiões do cérebro. Já houve uma pesquisa em POA (junto aos internos da FASE)  sobre este tema e agora está acontecendo outra nos States. O público se dividiu e eu fiquei pensando como o tema é difícil. Se existir mesmo uma anatomia cerebral específica que possa ser identificada na infância, o que faremos com os futuros e prováveis agressores?  Muita gente disse que a personalidade depende da educação, do carinho e da estrutura familiar. Discordo, pois conheço muitos casos em que, numa mesma família, irmãos criados juntos tem comportamentos completamente diferentes em todos os sentidos. Um neurologista defendeu que alguns traços de personalidade provocados por problemas neurológicos, portanto físicos, são resolvidos através de cirurgias que isolam ou amenizam determinadas áreas ou funções do cérebro. Até li um livro que tratava desse tipo de coisas (O erro de Descartes – emoção, razão e cérebro humano – António Damásio), onde o neurologista relata  este mesmo tipo de experiência. Lá pelas tantas, um dos convidados lembrou do filme Minority Report (Tom Cruise), no qual as pessoas eram  presas antes de cometer o crime. Num dado momento, uma mãe falou sobre seu filho de 7 anos que alterna agressividade intensa, com momentos de calma e ameaça drogar-se e matar a toda a família quando crescer (ela disse que  desde os 6 meses o comportamento dele é estranho). É de dar um nó na cabeça, mas se nos preocupamos em encontrar soluções científicas para doenças (teste do pezinho – diagnóstico precoce e tratamento de doenças), será que não deveríamos fazer o mesmo com relação à violência? Por outro lado, queremos uma sociedade pasteurizada? Pior: não estaríamos estigmatizando e, talvez, eliminando os diagnosticados como “positivos” (vejam, o que Hitler fez com os judeus…)? Será esta mais um subsídio para incentivar  a criação em laboratórios de bebês com características comportamentais geneticamente alterada? Viraremos uma civilização transgênica? O que será que Deus pensa disso?  Pirei.

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