Maia, a cã amiga

Quando eu tinha uns cinco anos tive um pedaço do meu enorme braço arrancado por um cachorro vira-lata, na casa de uns primos. Eu estava em cima de uma árvore e o cachorro me esperando lá embaixo. Levei alguns pontos e ostento esta cicatriz até hoje. Desde então, não chego perto de cachorro e quase desmaio ao ouvir um latido mais próximo. É um vexame atrás do outro quando saio pra caminhar.No final de semana, lá em São Chico, aconteceu um fenômeno interessante: nos dois passeios que fizemos apareceram cachorros simpáticos que nos acompanharam. Milagrosamente, consegui interagir com eles. Começamos com a Maia, uma Collie, que mora pertinho da casa do Pedro e da Vera. Ela e seus dois acompanhantes, entre eles um cachorro que parecia ter pelo azul, resolveram nos seguir até o lago. Os outros desistiram, mas a Maia continuou. Sentamos na beira do lago e ela insistiu em ficar no meio. Quando pedimos pra ela não deitar na nossa toalha ela passou a patinha na mão do Lupi, como quem dissesse “deixa”. Tenho certeza de que não era um cachorro, era alguém reencarnado. No domingo, quando fomos até a Terra do Sempre, nos encontramos com três cães vira-latas da vizinhança, pra lá de queridos que me lamberam, tiraram foto comigo, tomaram água na minha mão. Quando que eu daria água na mão pra um cachorro, ainda mais desconhecido? Never, nunca, jamé! Acho que resgatei meu carma canino, só pode.

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