As patas dos arrependidos

“Se arrependimento matasse fulano já estaria morto.” Você já deve ter ouvido esta expressão e talvez já a tenha sentido na pele. Acredito que isso já tenha acontecido em algum momento da vida, principalmente, da vida profissional. Num belo dia você está trabalhando e numa situação de emergência corre para ajudar a apagar um incêndio. Para sua surpresa, quando chega com o balde d’água alguém lhe pergunta: por que você está tão preocupado com isso? Instantaneamente, os butiás caem do bolso e você fica com cara de tacho. Uél, neste momento, você aciona seu lado adulto – embora a vontade seja de mandar a pessoa se catar – e explica com doçura o motivo da sua atitude. Ruminando e a contragosto, a outra pessoa compreende, mas continua com a testa franzida e com ódio você, com todas as forças do seu ser. Sabe o que aconteceu? Você tocou num ponto que incomoda e, talvez, já tenha sido até apontado por esferas superiores. Ou quem sabe, seja motivo de vergonha, pois significa fracasso? Vai saber. Daí a pessoa sobe num porco de raiva. Fique frio, pois a outra pessoa pode estar passando por um momento de “o que é que eu estou fazendo aqui?”. Quando nos damos conta de estar no lugar errado o primeiro sentimento é de arrependimento e a vontade é de sair correndo. Se for possível, mantenha-se lindo e elegante, como se nada houvesse acontecido, mas sempre aguarde as cenas do próximo capítulo. Providencialmente, mantenha em sua gaveta um daqueles sprays contra contusões…he, he.

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