Parlando at lunch

Hoje almocei com uma colega de trabalho que é ligada em 440v como eu: a Rose, ou melhor a Lady Keith. Nos gostamos muito e nos damos muito bem. Afinidades a parte, temos uma característica pessoal que é  fundamental em nosso relacionamento: somos curiosíssimas e adoramos discutir idéias sobre qualquer coisa mas, principalmente, sobre coisas que aprendemos recentemente ou descobrimos. Ela é aluna especial de um mestrado em educação aqui no RS e ficou sabendo que já estamos quase nos tempos do teletransporte. Meus olhos brilharam, pois este é um tema recorrente nos filmes de ficção que eu amo desde criancinha. Até hoje, curto O Túnel do Tempo, Perdidos no Espaço, Jornada nas Estrelas, Guerra nas Estrelas e, mais recentemente, Johnny Mnemonic, O Homem Bicentenário e Dejavu. Obviamente, estes filmes não seriam possíveis sem visionários como Isaac Asimov.   Acreditar que a tecnologia pode nos trazer um modo diferente de vida, talvez pelo lado fantasioso dos filmes, me fascina até hoje. Com surpresa, descobri que a despeito de toda a sua curiosidade, minha amiga não gostava de filmes de ficção científica por achar muita viagem. Ela se debate diante da idéia do teletransporte por não acreditar que é possível. Usando meus profundos conhecimentos sobre física e biologia, disse a ela que a impressão de que o nosso corpo é único e “grudadinho” não é verdadeira. Somos átomos unidos por energia e, portanto, todos soltinhos. Me perdoem os estudiosos mas foi o jeito que achei para traduzir o que já tinha visto no Fantástico ou no Discovery. Daí ela pirou. Está com dificuldade em aceitar que isso seja possível. Mudei de argumentos e comecei a comparar a evolução da tecnologia desde a época de nossas avós até os dias de hoje. Ainda assim não fui feliz e comecei a comparar os avanços da biologia e da medicina. Afinal, na idade média não se tomava banho, entre outras coisas, por se achar que iria fazer mal (aliás, ainda hoje parece que tem gente que pensa assim). Daí começamos a falar em holograma e nanotecnologia e nos demos conta do quanto ainda temos que aprender. Ao nosso redor duas senhorinhas não deviam entender muito bem do que se tratava e, talvez, estivessem perplexas com nosso entusiasmo! O almoço desceu melhor. A curiosidade me alimenta e os bons amigos também. Valeu RoseKeith!

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